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Guardamos ótimas memórias dos Carnavais da nossa infância.  As fantasias que vestíamos, os confetes, a correria, as marchinhas, a dança. Era incrível estar com fadas, heróis, princesas, sereias, astronautas e piratas reunidos num lugar só!

Então nada mais natural do que aguardarmos ansiosamente pelo Carnaval com nossos filhos e os bloquinhos de rua, que transformam nosso espaço público em uma enorme folia e nos fazem lembrar da nossa infância tão brincada.

Daí que quando soubemos que teria um bloquinho aqui na praça do bairro fizemos muito planos! Dos confetes e serpentinas, das fantasias, das músicas que iriam tocar e das brincadeiras que poderíamos confeccionar para deixar o carnaval ainda mais colorido, barulhento e animado!

E lá seguimos num sábado de manhã com nossas garrafas sensoriais, pandeiros, colares de macarrão e pipoca e lançadores de confete. Também convidamos alguns amigos para pular junto.

O bloquinho, no estilo concentra-mas-não-sai, foi sendo tomado pouco a pouco por muitos pais e crianças. Tinha bolinha de sabão, confete de todas as cores e estilos, comidinhas, balões, espuma. Logo que a praça ficou mais cheia e a banda começou a tocar, fomos sacando nossos acessórios carnavalescos um a um para todos brincarem.

Primeiro foi o nosso lançador de confetes, pra fazer um pouco de bagunça e ver os papeizinhos voarem! As crianças brincaram pouco. Demoraram para entender que era preciso apontar para cima para fazer os confetes voassem. Depois de algumas tentativas, ficaram impacientes e resolveram atacar o saco de confete diretamente com as mãos para jogar montes uns nos outros! Apesar de não ter feito o sucesso esperado, sentimos que teriam aproveitado mais se fossem um pouquinho mais velhos. Quem sabe ano que vem.

Quando já estavam totalmente cobertos de confetes, resolvemos apresentar nossos pandeirinhos de papel. Neste momento, Antonio já tinha dispersado e estava mais interessado em subir no caminhão junto com a banda do que tocar nosso pandeiro. Mas Taiguara e Alice gostaram muito e com as mãozinhas tocaram o pratinho e chacoalharam no ar para verem as fitas voarem.

Alice, que era nossa foliã caçula e no começo não estava tão empolgada com a bagunça, gostou ainda mais quando mostramos a garrafa sensorial. Foi muito legal ver ela examinando cuidadosamente as fitinhas e chacoalhando a garrafa com grande empolgação, mesmo no meio de tanto barulho!

Já Gael, que até então não parecia animado com a folia, passou a gostar quando o papai subiu o filhote nos ombros e começou a pular. Então recebeu com grande entusiasmo o pandeiro, a garrafa e a música. Que legal ver tudo do alto!

Alena encantou-se com nossos colares de macarrão e quis colocar no pescoço. Já o cordão de pipoca acabou virando motivo de curiosidade, e as crianças ficaram com mais vontade de comer do que vestir. Puxaram, esticaram e tiraram as pipocas do fio. Mas também, depois de tantos estímulos, percebemos que estavam com fome e lá fomos nós buscar mais pipoca para todos comerem (e não só usarem).

Apesar de as coisas não terem saído como imaginávamos e com alguns momentos de choro e cansaço, nossos pequenos foliões divertiram-se bastante. Ora no colo, sendo confortados, ora no chão, aproveitando a bagunça. E quando começamos a preparar a mochila para ir embora, percebemos outras crianças com olhares curiosos e distribuímosalguns pandeiros, garrafas e lançadores de confetes para uma abelha, um homem aranha, duas princesas e quem mais chegou.

Quer fazer um pandeiro? É só ler nosso post aqui.
As garrafas sensoriais você encontra neste post.
Veja também como fazer colares de macarrão.
E o passo a passo do lançador de confetes está logo depois das fotos! 

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Antonio cobrindo Gael de confetes…
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…e o chão vira um lindo tapete colorido para foliões dançarem.
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Depois da chuva de confetes, Alena quis experimentar os colares de macarrão e pipoca.
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E as crianças ficaram muito curiosas! Será que pode comer?
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Taiguara e Gael analisando os pandeirinhos.
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Alice, a caçulinha, adorou a brincadeira e logo colocou o pandeirinho para chacoalhar.
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Ela também aprovou nossa garrafinha sensorial e entrou no samba!
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Gael curtiu mais as brincadeiras quando o papai levantou ele bem alto para ver a festa toda!

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DICAS

  • Sabe aqueles copinhos e bexigas que sobraram do aniversário? Use todos!
  • Evite usar copos de plástico pois podem quebrar e machucar.
  • Não precisa ser Carnaval para brincar. Que tal usar em aniversários, ano novo ou em um dia qualquer, só pela diversão?
  • Para brincar em casa, fizemos confetes maiores, em forma de estrelinha, que são fáceis de recolher e brincar novamente. Dá para usar outras coisas leves, como pompons ou algodão.
  • Atenção para usar o tamanho certo de bexiga para a largura do copo. Não pode ficar largo demais pois o brinquedo desmonta durante o uso. Quanto mais apertado, melhor.
  • Use fitas adesivas resistentes, pois é fácil a bexiga soltar durante os puxões mais fortes.
  • Ao invés de copinhos, funciona também usando aqueles rolos de papelão que sobram quando o papel higiênico acaba.PRINCIPAIS ESTÍMULOS
    • Tato e visão. É lindo demais ver – e sentir! – a chuva de papel picado caindo ao redor.
    • Coordenação motora. É um ótimo exercício de coordenação motora e de ação e reação. Nossos meninos levaram um certo tempo para entender que era preciso puxar embaixo e apontar o copinho para cima. Curiosos, queriam apontar em direção ao rosto para ver o que acontecia. :)
    • Imaginação. Chuva de estrelas? Sim, aqui tem. Chuva de papel de presente picado? Tem também! As crianças se surpreendem com os papeizinhos que vão para o alto e caem cada hora para um lado.SEGURANÇA
      • Brincadeiras sempre com adultos por perto!
      • Não deixe a criança lançar os confetes diretamente em direção aos olhos.
      • Dentro de casa use poucos confetes e incentive a criança a jogar e recolher para brincar de novo.
      • Atenção para escorregões por causa do papel picado no chão.
      • Para brincar no carnaval: água, protetor solar, comidinhas e muito respeito ao que a criança sente em relação à festa. Nem todos gostam da bagunça do Carnaval, especialmente em um primeiro contato. Nós já saímos de bloquinhos logo no começo, e sem frustração.PREPARO E BAGUNÇA
        • É relativamente fácil de fazer, mas as medidas entre bexiga e copo precisam estar corretas.
        • Sim, faz bagunça! Dentro de casa use poucos confetes ou bolas de algodão, que são fáceis de recolher. E Carnaval foi feito para bagunçar mesmo! Tem coisa mais linda do que ver o chão forrado de papéis coloridos?